em Pós-Doutorado

Pós-doc #5: Descobrindo Agostinho da Silva

Descobri, por acaso, o trabalho do filósofo, poeta, professor, pedagogo [lista infinita…] luso-brasileiro Agostinho da Silva (1906-1994). Estou mapeando lentamente a influência do pensamento dele em várias iniciativas educacionais brasileiras, dada a dimensão e diversidade de sua produção.

Do pouco que consegui ler, Agostinho fez críticas à escola com as quais me identifico profundamente. Esteve envolvido com a UnB, UFBA, UFPB, UFSC, apenas para começar as empreitadas.

Encontrei indícios de seus posicionamentos políticos e tentativas da idealização do bloco de países do “sul” como alternativa ao alinhamento aos EUA e Europa durante o governo Jânio Quadros. Em certos aspectos, me lembram Boaventura de Sousa Santos e as epistemologias do sul, mas ainda é cedo para dizer.

Há uma série no YouTube chamada Conversas Vadias, na qual Agostinho é entrevistado por jornalistas e pensadores portugueses. Pode-se conhecer partes de seu pensamento e na defesa do “ideal da criança” e da “gratuidade do cotidiano”.

Tenho procurado, na medida do possível, conhecer e dialogar com pensadores latino-americanos, ou pelo menos dar preferência a trabalhos que tenham alguma conexão explícita com o Brasil e a América Latina.

É muita felicidade encontrar obras extensas e diversas como a de Agostinho da Silva. Para fechar com chave de ouro, Darcy Ribeiro o convidou para fundar a UnB, cujo modelo original influencia fortemente minhas convicções sobre o papel da educação no Brasil.

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