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O cientista e a sociedade

Passagem sensacional do dia, de Burton (1980, p.119, ênfases minhas).

O comportamento científico não ocorre em isolamento: ele tem seus antecedentes e seus consequentes. A discussão de Skinner (1957) talvez nos dê maneiras de ligar a análise do comportamento científico dos indivíduos com a análise sociológica da prática científica. Há uma comunidade verbal que exerce controle sobre o comportamento de cientistas individuais, mas aquela comunidade é um produto histórico, resultante da interação complexa de fatores econômicos e políticos, junto com influências relativamente não sociais. Segue-se que a probabilidade de um programa de pesquisas vir a existir está relacionada à formação social da sociedade na qual o cientista vive. Uma vez afirmado o núcleo do programa, ele só será adotado por um número significativo de trabalhadores sob certas condições sociais. Estes dois requisitos para a origem de um programa de pesquisas dependem dos antecedentes (em grande parte ideológicos) do comportamento dos cientistas.

Pensem o Brasil, o Espírito Santo, Vitória, a vizinhança e até o canto da casa (ou do laboratório de pesquisa) onde a ciência vai aparecer para salvar o dia. Até o critério de seleção do dia que será salvo é estritamente dependente da forma como o cientista concebe o mundo.

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