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José tinha uma profissão indispensável. Era presença garantida em todos os eventos críticos da empresa na qual trabalhava: reuniões com clientes, elaboração de propostas, redação e assinatura dos contratos, apresentação dos relatórios finais de cada projeto e também dos balanços anuais da empresa.

Não importava se o tema da reunião era financeiro ou sobre gestão de pessoas; se os conhecimentos envolvidos na conversa eram de economia ou saúde. José estava lá. E estava lá porque tinha habilidades e competências de domínio específico, percebidas como críticas para a operação da firma (guardem esse ponto, nº1). Provavelmente, havia outras pessoas em condições de substituir o trabalho de José, com eventual perda de velocidade ou precisão. Ainda assim, a conexão pessoa-atividade era clara no organograma e todos sabiam a quem recorrer quando problemas surgiam no universo daquelas práticas para as quais José era considerado referência.

Esse cenário tinha impactos sobre o salário de José, sua jornada de trabalho, localização (física e simbólica) na estrutura da empresa e tipo de tarefa que lhe era ou não atribuída.

Apesar de o título deste texto sugerir que José seja designer, não é o caso. José é o exemplar das centenas de profissões anteriormente indispensáveis e que foram gradualmente (ou abruptamente) substituídas pela ação de dois processos essenciais da Ciência da Computação, a partir da segunda metade do século XX: automação e abstração [os “As”, ver nota 1].

A automação é bem mais popular, seja pelas críticas anunciadas pelos movimentos dos trabalhadores, especialmente na indústria, seja pelo interesse crescente de industriais e empresários na chamada Indústria 4.0 [ver 2 para uma visão mais global, 3 para exemplo de análise local] e a penetração razoável do assunto na imprensa de massa [4]. A ideia de automação não é nova e busca, resumidamente, a substituição de processos manuais repetitivos, difíceis de padronizar, com variabilidade inerente, intensivos em mão e de obra e controle de qualidade posterior (guardem esse ponto também, nº2), por versões mecânicas que além de resolverem as dificuldades anteriores, conseguiriam ser mais eficientes no longo prazo.

No imaginário popular a automação substitui pessoas por máquinas (robôs e outros processos produtivos conectados à internet, ultimamente), embora isso já tenha acontecido faz tempo na indústria, agronegócio e mesmo em muitas áreas de comércio e serviços. Colheitadeiras de soja ou milho em operação no centro-oeste brasileiro não são menos automação nem menos substituição de mão de obra que a combinação código de barras e leitor de preços nos supermercados do centro de São Paulo. Em ambos os exemplos, os pontos que sinalizei para serem lembrados foram igualmente sanados em prol da competitividade do negócio.

De volta à firma de José, a lista das automações e desaparecimentos é enorme, com certas resistências em curso, talvez por razões mais culturais que econômicas: telefonistas, datilógrafos, secretárias particulares, contínuos, mensageiros, ascensoristas, tabuladores, copistas… As habilidades e competências de domínios específicos (ponto nº1) dos que desapareceram foram substituídas por processos mecânicos mais eficientes (ponto nº2). Alguns desaparecidos infelizes foram esquecidos pela onipresença de seus substitutos (Microsoft Word versus datilógrafos?). Outros, como o mensageiro e o contínuo, foram varridos por alternativas menos explícitas como e-mails, PDFs e WhatsApp.

Nada do que descrevi sugere que designers correrão o risco de serem automatizados no futuro próximo ou longínquo. Acredito, sinceramente, que já automatizamos a parte crítica das habilidades e competências (ponto nº1) do design que precisávamos (ponto nº2): compositores, linotipistas, arte finalistas, letristas e afins estão todos devidamente robotizados via desktop publishing. Há outras mecanizações em curso, mas são inovações incrementais nas próprias plataformas existentes para facilitar processos que ainda são custosos. As famosas ações em lote para tratamentos de milhares fotos em bloco com a mesma parametrização ganharam encarnações em diversas outras áreas — áudio, vídeo, código, modelagem 3D etc.

A questão a ser realmente pensada está na abstração, processo da Computação bem menos discutido que o primeiro. A abstração não apenas contribui para desaparecimentos graduais ou bruscos de cargos em organogramas, mas a implosão (ou surgimento) das firmas ou de setores produtivos inteiros (este é o ponto nº3, lembrem-se dele). Os dois processos são lados da mesma moeda, indissociáveis, porém a implementação mecânica de abstrações tem relação com as possibilidades técnicas do momento histórico. Muitos conceitos de produtos e serviços que utilizamos hoje têm 30 ou 40 anos de idade em função da inviabilidade de serem implementados no momento em que foram propostos.

A abstração é o campo dos algoritmos. Os colegas de José não foram apenas substituídos por máquinas. As competências anteriormente percebidas como críticas para seus empregadores na forma de pessoas (ponto nº1) foram redescobertas em encarnações mais eficientes (ponto nº2) em sistemas computacionais. A análise estrutural e funcional trabalho — separação das tarefas, avaliação de desempenho de cada uma, da relação entre elas e posterior tentativa de otimização do conjunto — é extremamente beneficiada pela aplicação dos processos relacionados aos “As” da Computação, e pretendo abordar dois aspectos que considero relevantes para entender o futuro dos designers nessa discussão.

Primeiramente, o pensamento que abstrai e automatiza processos de trabalho por meio de algoritmos [5] e máquinas sistematiza e padroniza rotinas que poderiam ser menos regulares em determinados setores. Por exemplo, o PDF se tornou “a” forma globalizada de transporte de documentos digitais de qualquer natureza, sejam contas a pagar, notificações de infração de trânsito, livros para impressão em gráficas ou declarações de imposto de renda. Há variados graus de abstração da natureza de cada tipo de informação que migrou para o PDF, algumas vezes maiores (livros para a gráfica), outras menores (boletos). O que importa é que o padrão não apenas provoca transformações no seu próprio nível de abstração (a linguagem que especifica o documento digital em si), mas abaixo (toda a indústria de impressão e processamento que deverá transformá-lo em outra coisa) e acima (todas as profissões e operações relacionadas à geração e registro de dados naqueles documentos). Esse caráter recursivo das abstrações é importante e quase sempre ofuscado pelas notícias fáceis dos robôs aparentemente inteligentes aspirando a casa sozinhos [6] ou roubando empregos de metalúrgicos da indústria [7].

Em segundo lugar, é fundamental compreender que os algoritmos não são estáticos e processam dados de forma ativa, podendo inclusive modificar a si mesmos a partir desses processamentos. A maior parte do deslumbramento geral sobre a inteligência artificial é a aparente capacidade das máquinas para aprenderem algo e, a partir desse aprendizado, desempenharem tarefas. O mesmo imaginário popular acerca da automação inclui a expectativa de que várias tarefas em condições de serem aprendidas pelas máquinas são atualmente desempenhadas por nós. É a versão contemporânea do desaparecimento dos colegas de José, com detalhes sofisticados que podem mudar diversos setores produtivos de forma menos gradual (o ponto nº3), incluindo o design.

A sofisticação a que me refiro, que pode finalmente impactar o design para além da introdução de softwares que mecanizam e otimizam processos, resulta da combinação de eventos que vêm se desenhando lentamente nas últimas duas décadas. Nenhuma das ações em separado provocaria a perturbação que se aproxima, pelo menos não na intensidade e capilaridade que estou sugerindo.

A captura da Internet pelos oligopólios (Google, Apple, Facebook, Cisco…) é, em certa medida, irreversível. Dá trabalho comprar passagens áreas e reservar hotéis sem evitar que o Google saiba para onde, quando e com quem você vai, marcando no mapa, oferecendo resultados de busca patrocinada com anúncios relacionados e afins. Isso é fato e há poucas alternativas (pretendo escrever sobre minha experiência recente sem Chrome/Google em breve). O fato é que essa máquina de indexação brutal gerou ao menos três subprodutos curiosos, sendo a própria indexação o primeiro deles. Temos um acervo sem proporções na história humana de textos (inclusive livros), imagens, áudio e vídeo devidamente categorizado. O Gmail varre minhas mensagens para plotar meu próximo destino no Maps e notificar a hora de sair para o aeroporto no Calendar da mesma forma que a extinta secretária particular, colega do José, faria.

Observamos essa inteligência de forma espantada e satisfeita, como designers, imaginando que apenas secretárias estão com problemas para reforçar sua utilidade. Nesse momento, o segundo subproduto relevante entra em cena: soluções de aprendizagem de máquina, tais como o Tensor Flow [8], que não é a única, nem a primeira biblioteca do gênero no mercado. No entanto, está publicamente disponível, acessível ao programador médio, conectada a todos os demais serviços do Google (inclusive dados) e acompanhada de uma comunidade em expansão, com aplicações em áreas até então distantes da inteligência artificial.

Os argumentos pró-design e outras áreas afins frente à ameaça das profissões substituíveis por máquinas muitas vezes é baseada na dimensão criativa do nosso trabalho. “A secretária e o metalúrgico são automatizáveis porque fazem trabalho mecânico. Profissionais criativos jamais serão substituídos”. Tais posições são reducionistas e preconceituosas com o trabalho alheio ao mesmo tempo em que são ingênuas, tanto sobre o papel do designer nos setores produtivos, quanto acerca da efetiva contribuição da criatividade para a sobrevivência da profissão (este é o ponto final, nº4).

Há exemplos caricatos de computadores que pintam como Rembrandt [9] ou compõem peças musicais originais [10], sem esquecer dos enxadristas clássicos [11]. Eis o terceiro subproduto: o mundo indexado pelos oligopólios, capaz de ser analisado por bibliotecas de aprendizagem como o Tensor Flow, começaram a viabilizar máquinas que geram produtos culturais — pinturas, desenhos, poesias etc. Os críticos, e faço parte do grupo, gostam de alertar que aprender por exemplo (ou imitação) é uma possibilidade, não a única. O processamento exaustivo de conjuntos imensos de dados em buscas de padrões que possam orientar condutas futuras é a solução computacional para algo que os seres humanos fazem com muito menos esforço e muito menos informação. Os profissionais em busca de conforto em relação aos avanços da inteligência artificial utilizam argumentos nessa linha. O problema, para os colegas de José, infelizmente, foi outro.

A substituição da maior parte das competências profissionais no mercado de trabalho (ponto nº1) depende menos da natureza da competência em si (ponto nº4) do que da percepção de utilidade do trabalho para o empregador (ponto nº2) na tentativa de sobreviver às transformações impostas pela competição (ponto nº3). Em outros termos, habilidade ou competência alguma, seja criativa ou mecânica, tem valor em si mesma para garantir espaços no mercado de trabalho, porque o próprio mercado está sujeito a transformações estruturais que mudam o valor de cada forma de trabalho apesar da eficiência desse mesmo trabalho.

Sugerir que o datilógrafo desapareceu porque o computador surgiu é tão ingênuo quanto apostar que os táxis vão desparecer porque o Uber apareceu. A IBM, por exemplo, fabricava máquinas de datilografar e passou a fabricar computadores. Havia interesses da gigante norte-americana nas duas áreas e a opção por um produto ou outro não foi simples como escolher entre o criativo e o mecânico.

O dilema dos colegas desaparecidos de José não passa apenas pela incapacidade de desempenhar funções criativas, inovadoras, descoladas ou outros termos ricos em “empregabilidade”. Sendo extremamente pragmático, designers prestam serviços que têm relevância para seus contratantes e empregadores, mesmo quando estes não compreendem inteiramente como tais serviços são desempenhados.

Os desaparecidos foram substituídos pela mudança na percepção de utilidade de suas competências em relação às alternativas computacionais existentes, sem necessariamente haver deméritos às habilidades em si. Acho razoável sugerir que qualquer pessoa ocupada desejaria bons assistentes para cuidar de seus compromissos, desde que possa pagar por eles e tenha como oferecer condições adequadas de trabalho etc. O Google Calendar não é mais eficiente em si mesmo, mas em relação ao cenário dos assistentes que acabei de descrever. Eu posso não entender como o assistente colega do José ou o como Calendar funcionam e mesmo assim fazer julgamentos (equivocados ou não) sobre a relevância deles para a minha vida, minha empresa e assim por diante. O colega de José pode ser extremamente criativo e o Calendar pode ser sistematicamente mecânico no arranjo dos meus compromissos. Nada disso é importante do ponto de vista da avaliação que farei ao decidir qual das alternativas será a melhor para o que preciso.

Em direção ao fechamento deste texto, vale recuperar os quatro pontos e três subprodutos dos oligopólios que apresentei até aqui:

  1. A sobrevivência de profissionais no mercado tem relação com a percepção da relevância de habilidades e competências em domínios específicos por seus empregadores;
  2. Automação e abstração visam substituir processos manuais repetitivos, difíceis de padronizar, com variabilidade inerente, intensivos em mão e de obra e controle de qualidade posterior por equivalentes computacionais cujas essências seriam a automação e abstração;
  3. Abstração e automação podem substituir processos mecânicos por versões computacionais mais eficientes, como também como eliminar ou reinventar integralmente o setor produtivo no qual eram praticados;
  4. A competência em si é menos importante do que o papel dela no setor no qual é empregada.
  5. Os três subprodutos dos oligopólios: 1) volumes de dados enormes e em crescimento permanente, indexados, sobre tudo e todos; 2) inteligência artificial popular e acessível ao programador mediano, conectada aos dados indexados; 3) máquinas capazes de “aprender” por dados indexados e “criar”.

Considerando os cinco pontos acima, cabe mencionar um exemplo que pode ajudar ilustrar o lugar dos designers no futuro pautado pela abstração e automação do mundo do trabalho.

Style2Paints: https://github.com/lllyasviel/style2paints

Style2Paints [12] é uma aplicação caseira que utiliza inteligência artificial para pintar esboços a partir de estilos cromáticos aprendidos de conjuntos de dados. Basicamente o usuário envia uma imagem não pintada (contornos) e treina a aplicação com mais quatro imagens, sugerindo o comportamento cromático, estilos de preenchimento e outros tipos de decisões que ilustradores e coloristas estariam acostumados a tomar.

Diferente do caso do computador-Rembrandt, Style2Paints não se propõe a gerar pinturas originais e é justamente por isso que caminha na direção de mudanças mais aplicáveis ao mercado (ponto nº3). O processo de colorização é trabalhoso, intensivo em mão de obra especializada (vide colorização de filmes antigos e recuperação de fotos) e que dificilmente alcançaria escala sem algum grau de automação. O fato de a solução ter sido desenvolvida por programadores autônomos, em vez de grandes empresas, reforça a ideia de dados e tecnologias popularizados em conjunto para cada vez mais pessoas provocarão mudanças estruturais na forma como fazemos as coisas, ou como contratamos alguém para fazê-las.

O quanto a colorização precisa ser criativa? Com o volume de imagens indexadas por estilo, época, movimento artístico e todos os descritores que não consigo imaginar, faz pouco sentido fazer a pergunta. É mais provável que, em pouco tempo, algo conectado à Internet consiga sugerir cores para o que quer seja melhor do que qualquer especialista, pelo simples fato de que na maior parte das vezes, a solução básica e acessível, não necessariamente inovadora, aprofundada e especializada, é a desejada.

É mais provável que, em pouco tempo, algo conectado à Internet consiga sugerir cores, tipografias, organizações de páginas, sequências de leitura, interfaces, materiais, formas de montagem… Um conhecido que trabalha com analytics, área intensiva em coleta e análise de dados quantitativos, me disse que jamais será substituído por algo automatizado. Vejamos: de um lado, temos milhões de dados sobre pessoas navegando em sites de compras; de outro, temos milhões de dados sobre interfaces desses mesmos sites, como estavam em cada momento de compra realizada ou não. Como não colocar um robô para sugerir as interfaces com mais probabilidade de conversão e incluir o cargo do meu conhecido na lista dos desaparecidos da firma de José?

Não estou sugerindo que não precisaremos de profissionais de analytics, de coloristas ou de designers de interface. Meu ponto é que não seremos nós, designers de interfaces, coloristas e profissionais de analytics que decidiremos o quanto de criatividade ou mecanicidade garantirá nossos empregos no embate com a automação e abstração.

Os designers (brasileiros) têm uma longa história de posicionamento equivocado dentro de sua própria cadeia produtiva, condenando micreiros e autodidatas que fazem o trabalho menos complexo e de orçamento menor (gráficas rápidas, “sobrinhos”, às vezes programadores), projetos estes que provavelmente nenhum profissional com a carreira estabelecida teria interesse em assumir. As críticas ao micreiro são pautadas na falta de densidade do trabalho, na ridicularização das escolhas técnicas (cores, fontes etc.) na “precariedade” geral da entrega. Dificilmente o designer questiona as razões que levaram o contratante a aprovar o trabalho e, quando o fazem, sugerem que o cliente não entende nada de design e por isso aprovou o projeto precário.

Bem, num futuro não muito distante, este mesmo contratante que não entende nada de design poderá encomendar a colorização, a interface e o projeto gráfico a um robô no próprio celular, que provavelmente terá repertórios mais densos que o micreiro médio para oferecer alternativas. E não será um app-robô revolucionário da IBM, mas uma centena deles disponível nas lojas de aplicativos onde estarão todas as outras coisas que substituem os colegas de José.

Quais são as alternativas? Tenho defendido, assim como muitos outros educadores e pesquisadores [13], a urgência de ampliar a formação das futuras gerações de designers para incluir habilidades e competências que as preparem para projetar ferramentas como aquelas que poderão substituir as competências da minha geração e das anteriores. Chamem de meta-design, design do design, tool-design, tanto faz.

Ainda haverá espaço para o design de sempre, pelas mesmas razões culturais (e não econômicas) pelas quais ainda há assessores para cuidar de agendas, ascensoristas controlando elevadores, mensageiros, datilógrafos, contínuos…

Em tempo: José era o especialista no melhor cafezinho do mundo e foi substituído pela Nespresso, de George Clooney (que ainda não foi automatizado).

Notas

[1] Wing, J. M. (2008). Computational Thinking and Thinking About Computing, Philosophical Transactions of the Royal Society, 366, 3717‐3725.

[2] Mario, H.; Tobias, P.; Boris, Otto. (2015) Design Principles for Industrie 4.0 Scenarios: A literature review. Disponível em http://www.snom.mb.tu-dortmund.de/cms/de/forschung/Arbeitsberichte/Design-Principles-for-Industrie-4_0-Scenarios.pdf.

[3] Bruno, F. S. (2016). A Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção: a Visão de Futuro. São Paulo: Estação das Letras e Cores.

[4] https://exame.abril.com.br/tecnologia/industria-4-0-exigira-um-novo-profissional/

[5] Futschek, G. (2006). Algorithmic Thinking: The Key for Understanding Computer Science. Lecture Notes in Computer Science, 4226, 159–168.

[6] http://www.irobot.com.br/Robos-domesticos/Vacuum-cleaning

[7] https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/bbc/2014/06/30/robos-x-empregos-a-automacao-vai-fechar-mais-vagas-do-que-criar.htm

[8] https://www.tensorflow.org

[9] https://www.fastcodesign.com/3058708/a-computer-paints-a-rembrandt-and-it-looks-just-like-the-real-thing

[10] http://www.slate.com/articles/arts/music_box/2010/05/ill_be_bach.html

[11] http://www-03.ibm.com/ibm/history/ibm100/us/en/icons/deepblue/

[12] https://github.com/lllyasviel/style2paints

[13] https://designintechreport.files.wordpress.com/2017/03/dit-2017-1-0-2-sunday-compressed.pdf

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